12/08/2025
Na poesia da saudade
No burburinho das ruas escuras,
O vazio se insinua, sorrateiro,
Saudade, velha amiga das madrugadas,
Bebendo solidão no cálice do tempo.
Nas esquinas, a fumaça dança,
Sussurra segredos aos desgarrados,
Aqueles que vagam sem rumo,
Na busca incessante do que se perdeu.
O álcool queimando a garganta,
A música triste ecoando no bar,
Bukowski sorri de longe,
Sua sombra eternizada na alma.
A cidade é um oceano de lamentos,
Onde os corações naufragam sem resgate,
E a saudade, como um vendaval,
Arranca os suspiros mais profundos.
Entre o fumo e o silêncio,
Resta apenas a memória embaçada,
Dos amores que se foram,
E das promessas que se quebraram.
Mas seguimos em frente,
Entre os destroços dos nossos sonhos,
Porque na poesia da saudade,
Encontramos a única verdade.




