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12/08/2025

Na poesia da saudade

No burburinho das ruas escuras,
O vazio se insinua, sorrateiro,
Saudade, velha amiga das madrugadas,
Bebendo solidão no cálice do tempo.

Nas esquinas, a fumaça dança,
Sussurra segredos aos desgarrados,
Aqueles que vagam sem rumo,
Na busca incessante do que se perdeu.

O álcool queimando a garganta,
A música triste ecoando no bar,
Bukowski sorri de longe,
Sua sombra eternizada na alma.

A cidade é um oceano de lamentos,
Onde os corações naufragam sem resgate,
E a saudade, como um vendaval,
Arranca os suspiros mais profundos.

Entre o fumo e o silêncio,
Resta apenas a memória embaçada,
Dos amores que se foram,
E das promessas que se quebraram.

Mas seguimos em frente,
Entre os destroços dos nossos sonhos,
Porque na poesia da saudade,
Encontramos a única verdade.

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Max Vieira

Max Vieira

Max, trinta e poucos anos, tatuado, barbado, fumante e viciado em café. Autor e criador do perfil @saudadedonossoamor, onde escreve micro contos e frases sobre saudade, amor, sexo bandido e noitadas, tudo envolto na fumaça de intermináveis cigarros e muito café com gim.